segunda-feira, julho 12

Mergulha em mim


Estou...
Quieta, silenciosa; falta-me o ar
Bem sei, mas em nada parei.

Pedi-te:
Mergulha em mim, emerge do abismo e esquece o cinismo.




Vem
Olha o piano, ouve-lhe o som
A cada tecla surge o tom
São colcheias, semi-colcheias numa dança brutal
E vejo-te assim, com ar fraternal.

Olhas-me...
Teus olhos de um negro letal, fixados aos meus.
Sinto-te só, teu íntimo bem só.
Do nada, juntamos as mãos.

Quarteto formado...
Mãos que deslizam por entre o teclado
Notas aqui, acolá e acoli
Nascem por ti
E morrem por si.

jf.
[imagem do google]

2 comentários:

  1. Do nada, juntamos as mãos.

    Do nada, surge um encantamento.

    Do nada, sinto o teu respirar e sinto que não posso párar.

    Do nada, estou a delirar.

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